Um Fim-de-Semana… de Acolhimento Pós-Missão

Ouvimos histórias, partilhámos sorrisos, pedimos desculpa por nem sempre agirmos bem. […] No final une-nos o mesmo sentimento de partilha e de Missão, orgulhando-nos do que conseguimos atingir, mas também ansiosos pelo que podemos alcançar.

No passado fim-de-semana de 30 de Setembro a 2 de Outubro de 2016 realizou-se o último dos momentos de grupo da Caminhada 2015/2016 do GASNova – Grupo de Acção Social.

Este foi um fim-de-semana intenso, onde se misturaram muitas emoções, emoções essas nem sempre fáceis de coexistir entre si. Por um lado, olhar para trás e assumir que muito a que nos propusemos ficou por falar, por fazer. Mas por outro lado, o mais importante a reter por todos, mesmo para os GASNovenses que não puderam estar presentes foi um ano de enorme transformação.

Porque a mudança que se instala em nós não resulta apenas do que de bom nos acontece – e que é muito dentro desta magnífica organização –, mas que a forma como aprendemos com os períodos menos bons – naturalmente decorrentes da nossa natureza humana – assume também uma importância enorme para que todo o processo de crescimento se dê em nós em toda a sua plenitude.

Quando nos envolvemos em causas sociais, melhor ou pior sabemos que qualquer mudança passa necessariamente por ser um processo longo. Porque lidamos com mentalidades, porque lidamos com pessoas, temos muitas vezes de dar tempo ao tempo para que possamos entrar na vida destas, mas para que também as consigamos acolher no nosso espaço, no nosso coração.

Este fim-de-semana teve esse propósito. Ouvimos histórias, partilhámos sorrisos, pedimos desculpa por nem sempre agirmos bem.

Foi também altura para acolher quem, em nome do GASNova, esteve em missão durante o verão. O “regresso a casa” ficou marcado pela oportunidade que as equipas de Vendas Novas e São Tomé e Príncipe tiveram de partilhar as vivências, sucessos e frustrações que compuseram essa enriquecedora experiência que é a Missão. Foi altura para falar dos projetos e dos passeios, das amizades e dos choques culturais, das histórias e das aventuras!

Mas sobretudo, ao vermos naqueles que tomaram contacto com uma nova realidade o seu brilho nos olhos, a sua voz falhar um pouco quando recordam com nostalgia o que passaram faz tudo valer a pena. E no final? No final une-nos o mesmo sentimento de partilha e de Missão, orgulhando-nos do que conseguimos atingir, mas também ansiosos pelo que podemos alcançar.

No fundo, no fundo, todos nós o sabemos. O final do ciclo – tal como o pôr-do-sol – traz sempre um novo dia, um novo propósito que vale a pena abraçar, acarinhar e viver.

Estamos Juntos!

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